DENGUE: BRASIL PRIORITIZA PREVENÇÃO EM MEIO A EPIDEMIA CRESCENTE

DENGUE: BRASIL PRIORITIZA PREVENÇÃO EM MEIO A EPIDEMIA CRESCENTE

Por Leonardo Weissmann

16 de Fevereiro de 2024

À medida que as cidades brasileiras se expandem, um inimigo silencioso prospera, alimentando uma epidemia de dengue com mais de 360 mil casos suspeitos e 40 mortes registradas no primeiro mês de 2024. O Aedes aegypti, mosquito transmissor, encontra na urbanização acelerada e nas rotinas diárias o ambiente perfeito para sua multiplicação.

O Brasil destaca-se globalmente ao ser o primeiro país a disponibilizar a vacina contra a dengue em seu sistema público de saúde, priorizando inicialmente crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo mais afetado e com maior índice de hospitalizações pela doença. Esta estratégia pioneira segue as diretrizes de especialistas em imunização, tanto nacionais quanto internacionais, e representa um passo significativo na luta contra a dengue.

Ações cotidianas simples, como eliminar a água parada, virando baldes e pneus, limpando calhas e mantendo tanques e caixas d'água bem fechados, são essenciais na luta contra o Aedes aegypti. Plantas que vivem na água precisam de cuidados extras para não se tornarem criadouros do mosquito, como usar larvicidas seguros ou cobrir seus recipientes. E enquanto as raquetes elétricas podem ser úteis para matar mosquitos adultos, elas são apenas uma ajuda extra e não substituem ações mais efetivas para evitar a proliferação dos mosquitos.

A conscientização e ação coletiva são fundamentais. Juntos, adotando práticas preventivas, podemos fazer a diferença na luta contra a dengue, assegurando um ambiente mais seguro para todos.

 

Leonardo Weissmann é médico infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, professor da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) – Campus Guarujá, consultor técnico da Comissão Nacional End Polio Now e associado do Rotary Club de São Paulo-Aeroporto.

Localizar site dos clubes